Maturidade emocional, quando as águas internas encontram direção
Quando falamos em espiritualidade, é comum pensarmos em dimensões elevadas, em vozes interiores que nos guiam ou em símbolos de uma vida além da matéria. Mas antes de olharmos para as estrelas, é preciso entender que carregamos dentro de nós um universo inteiro. Somos feitos de muitos corpos: o corpo físico, que sente fome e cansaço; o corpo mental, onde surgem ideias e imagens; o corpo espiritual, que se desdobra em experiências astrais; e o corpo emocional, esse rio vivo onde nascem os sentimentos que nos atravessam. Amit Goswami, em seu livro A Física da Alma, descreve que “temos mais do que um corpo” e que “o corpo vital é o portador de nossas emoções”, uma ponte entre o mundo material e os planos sutis. É nesse corpo que habitam as águas da nossa sensibilidade, as correntes invisíveis que nos impulsionam, mas também aquelas que, quando represadas, nos adoecem. Se a nossa vida é um grande plano de estudos, como a grade curricular de uma faculdade, a disciplina mais desafiadora é, s...