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Roda do Ano com Hécate - ritual da Trívia

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"A noite é escura, mas Hécate é minha guia. Não me perco em meu caminho, pois tenho Sua companhia. Vejo várias escolhas, mas nada tenho a temer. Sou filho de Hécate e celebro Seu poder." do livro A Magia de Hecate - Uma Roda do Ano com a Rainha das Bruxas (Dylan Siegel & Naelyan Wyvern) O ano vai chegando ao fim, trazendo aquela sensação de balanço... e 2025 tem balançado. Realmente não tem sido um ano fácil. Nesse ano acabei refazendo minha conta no instagram do Unicórnio Cartomante, que sempre foi minha principal rede social, pois estava com muitos bugs e, fui levado a acreditar por alguns pseudo especialistas, que refazer o perfil resolveria, pois era um perfil antigo, com mais de 8 anos... ledo engano! Só serviu pra recomeçar mesmo, os bugs continuam todos lá... Acredito que muita gente tem tido um ano difícil, principalmente financeiramente. O número de consultas voltadas ao campo profissional aumentou muito esse ano, enquanto a procura por leituras de amor caiu. Cli...

Maturidade emocional, quando as águas internas encontram direção

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Quando falamos em espiritualidade, é comum pensarmos em dimensões elevadas, em vozes interiores que nos guiam ou em símbolos de uma vida além da matéria. Mas antes de olharmos para as estrelas, é preciso entender que carregamos dentro de nós um universo inteiro. Somos feitos de muitos corpos: o corpo físico, que sente fome e cansaço; o corpo mental, onde surgem ideias e imagens; o corpo espiritual, que se desdobra em experiências astrais; e o corpo emocional, esse rio vivo onde nascem os sentimentos que nos atravessam. Amit Goswami, em seu livro A Física da Alma, descreve que “temos mais do que um corpo” e que “o corpo vital é o portador de nossas emoções”, uma ponte entre o mundo material e os planos sutis. É nesse corpo que habitam as águas da nossa sensibilidade, as correntes invisíveis que nos impulsionam, mas também aquelas que, quando represadas, nos adoecem. Se a nossa vida é um grande plano de estudos, como a grade curricular de uma faculdade, a disciplina mais desafiadora é, s...

Intuição, a linguagem simbólica do espírito

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Nem sempre o que sentimos é o que parece ser. Em um mundo onde as emoções, desejos e medos se entrelaçam com experiências espirituais, distinguir o que é intuição verdadeira e o que é criação da mente pode ser desafiador. Mas é justamente nesse espaço sutil, entre o invisível e o que conseguimos nomear, que a espiritualidade se manifesta. A intuição é a forma mais antiga de sabedoria. Antes da fala, antes da escrita, existia o sentir. A espiritualidade raramente se comunica com palavras claras ou frases completas. Ela fala através de símbolos: sincronicidades, sonhos, sensações físicas, imagens mentais repentinas, arrepios, um frio na espinha, uma frase ouvida por acaso. Tudo isso pode carregar uma mensagem. Mas é preciso saber escutar e, principalmente, saber interpretar. O senso comum costuma chamar isso de coincidência. Mas quem caminha pela trilha do autoconhecimento logo aprende que certas coincidências são sinônimos de sincronicidade: um padrão de eventos que não podem ser explic...

Imbolc: a chama que desperta o inverno

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No grande tear da existência, o tempo se manifesta em ciclos. Para quem busca uma conexão mais profunda com a natureza e com o próprio ritmo interior, a Roda do Ano (que já explicamos com mais profundidade em outro texto aqui do blog) é um guia ancestral, um calendário mágico que nos alinha às estações e suas energias. E aqui no Hemisfério Sul, no dia 1º de agosto, celebramos Imbolc, o primeiro Sabbat após o Solstício de Inverno. Um festival de esperança, de promessas e de intenções que começam a brotar mesmo antes de poderem ser vistas. No coração do inverno, acendemos a chama da renovação. As origens e o significado de Imbolc A palavra "Imbolc" vem do irlandês antigo e significa algo como “no ventre” ou “em lactação”, referindo-se ao período em que as ovelhas começavam a produzir leite, sinalizando o retorno da fertilidade e da abundância. Esse é um Sabbat de transição: a terra ainda está fria, mas já há movimento sob a superfície. Para os antigos, era o momento para limpa...

Amor não é sorte: é aprendizado espiritual

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Muita gente chega nas consultas querendo saber sobre o amor. É, de longe, o tema mais frequente, e também um dos mais mal compreendidos. A maioria sonha com um final feliz, com a história perfeita, com o “felizes para sempre”. Mas será que essa expectativa faz mesmo sentido na vida real? Desde cedo, somos ensinados a esperar que o amor aconteça como um conto de fadas. Como se fosse um prêmio, uma sorte, uma bênção que simplesmente cai no nosso colo. Mas a verdade é que o amor não é sorte: o amor é aprendizado. E, talvez, um dos mais profundos que a alma pode viver. Amar dá trabalho. Amar exige maturidade emocional. Assim como na analogia da grade curricular de uma faculdade – que já discutimos ao falar sobre destino e livre-arbítrio –, a "disciplina do amor" tem suas etapas e pré-requisitos. E a primeira, a mais fundamental de todas, é sempre o amor-próprio. Como podemos amar alguém de verdade, de forma saudável e plena, se não amamos a nós primeiro? A ausência desse alicerc...

Quem é Brígida, a Deusa tríplice do fogo

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Nos campos gelados do fim do inverno, quando tudo parece adormecido, um fogo tênue se acende nos corações que aguardam a renovação. Esse fogo é Brígida, a Deusa celta da chama sagrada, das curas, da poesia e das artes. Guardiã do Imbolc (o sabbat da esperança), Brígida nos chama ao despertar interior quando tudo ainda parece quieto do lado de fora. Suas raízes se entrelaçam com a mitologia celta e irlandesa, onde era cultuada como uma das mais importantes Deusas da antiga Irlanda. Brígida é frequentemente vista em sua tríplice manifestação, embora não seja uma Deusa Tríplice no sentido de Donzela, Mãe e Anciã, e sim uma Deusa que abrange três domínios de poder interconectados, que refletem as bases da sociedade celta: - Brígida, a Poetisa (inspiração, criatividade, profecia): Ela é a musa dos bardos, poetas e contadores de histórias. Sua essência inspira a criatividade, o conhecimento, a iluminação e a verdade que se revela através da arte e dos Oráculos. É a chama da inspiração que ac...

Destino e Livre-Arbítrio: o que está escrito e o que depende de você?

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É comum após a consulta com as cartas, surgir a pergunta: “Mas isso é um aviso do que vai acontecer mesmo ou é só uma possibilidade? Essa previsão não está escrita em pedra, né?” O questionamento sobre o nosso caminho na vida, sobre o que está pré-determinado e o que podemos escolher, é tão antigo quanto a própria humanidade. Será que somos meros passageiros de um roteiro já escrito, ou temos o poder de moldar cada curva da jornada? Muitas vezes, a palavra "destino" evoca uma sensação de algo rígido e imutável, enquanto "livre-arbítrio" remete à liberdade total, quase sem consequências. No entanto, a sabedoria ancestral e as diversas linhas de pensamento espiritual nos mostram que a verdade reside em um ponto de equilíbrio, uma dança sutil entre o que nos é dado e o que escolhemos fazer. Entre os extremos do determinismo e da liberdade total, a espiritualidade propõe uma terceira via: a do equilíbrio entre destino e livre-arbítrio. 🌱 O caminho já existe, mas você e...

Guiné, propriedades e usos mágicos

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A natureza, em sua sabedoria milenar, sussurra segredos através de suas folhas e raízes, presenteando a humanidade com aliados poderosos. As plantas, em sua essência vibracional, são pontes entre o visível e o invisível, capazes de purificar, proteger e harmonizar. Entre esses tesouros verdes, a Guiné destaca-se como uma das mais reverenciadas na Magia Natural e em diversas tradições espirituais. Com seu aroma marcante e suas propriedades inconfundíveis, ela é um elo vivo com a sabedoria que nos precede. 🌍 Origem e Etimologia Petiveria alliacea, popularmente conhecida como Erva-de-Guiné, Guiné, Tipi, ou Anamu, é uma planta nativa do continente Americano, presente desde o sul dos Estados Unidos, passando pela América Central, Caribe até grande parte da América do Sul, incluindo o Brasil. Seu nome científico, alliacea, deriva do latim allium, referenciando seu forte aroma de alho ou cebola. Já o nome “Guiné” foi associado à planta por conta do seu uso em práticas espirituais de origem a...